sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Jovem Senil

Ah, como crescer dói
Na alma
E o tempo corroi
A calma

Desejo pujante
De solitude
E fastio ante
A amplitude

Muito se buscou
Sabedoria
Muito se perdeu
A alegria

Os sonhos foram
Desgastados
Ideais foram
Defasados

A perfeita moldura
Se parte
Enodoada a candura
Em escarlate

Medíocre consolo degenera
Em Pó
Muito não se espera
E só

Carga mui pesada
Sobre a espádua
Penosa a caminhada
Árdua

Ainda que recente se ponha
A existência                                                         
Já é senil e enfadonha           
A experiência

Anne Andrade
07 de janeiro de 2011

2 comentários:

  1. nesse poema vc está parecendo comigo!

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  2. ó flávio aqui ó!
    que bom te ver por aqui ;)
    dê uma passadinha de quando em vez
    verdade, lembrou seus poemas
    beijo

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