sexta-feira, 17 de junho de 2011

Observância do Tudo no Nada

Se eu fosse mais do que sou

Eu, certamente não seria eu

Seria o que recebo e o que dou

O que faltou e o que excedeu

Mas que eu seria

Se completa eu me tornasse?

O tudo me atropelaria?

E se o nada me devorasse?


Se de opostos eu me volvesse

Como o tudo e o nada.

Mas, poderia haver o nada

Quando tudo fosse?

Se o tudo não cabe o nada

Tudo não é tudo nem que tudo fosse


Mas o que é mesmo o nada?

Ele espera tradução?

Sua ideia é vaga?

O Tudo cabe em sua composição?


O nada é ausência

O nada é não ser

E o que ultrapassa a essência?

Passa a nada ser?


Então, se o que é muito

Pode deixar de ser

O nada seria o tudo

Que não tem onde caber?


O nada é tanto mundo

Que não se delineia

E por ser tanto tudo...

- É Nada, menina, não chateia!


Anne Andrade

08 de dezembro de 2010

2 comentários:

  1. Lindo, querida
    tá ouvindo "pianobar" por aí?
    bj

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  2. oun, obrigada, moço!
    piano bar? rsrs é legal ;D

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